Auto do Boi Criança

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O espetáculo Auto do Boi Criança é realizado principalmente em pátios e salas de aula adaptadas em escolas públicas e particulares de Curitiba e Região Metropolitana.

Concebido a partir de pesquisas no norte de Minas Gerais e no litoral de Santa Catarina, o Auto apresenta uma síntese entre o Boi de Reis (mineiro) e o Boi de Mamão (catarinense). Personagens de cá e lá, ritmos e canções de lá e cá, e um convite à participação da platéia: "Cantar junto levanta até defunto".

A história começa quando o Boi e os vaqueiros dançam e cantam, convidando a platéia a brincar. O Boi deita, os vaqueiros se posicionam. Um deles anuncia o início do auto. O Boi se levanta e dança avançando nos vaqueiros e na platéia. Os vaqueiros dialogam com a platéia e anunciam a entrada do Coronel Lourenço, o dono do Boi. O Coronel chega e manda chamar Pai Francisco, lembrando-o da sua função principal: os cuidados e carinhos para com seu Boi preferido. Pai Francisco fica sozinho em cena e encontra Catarina, sua esposa. Catarina anuncia que está grávida e, como tal, sofre de desejo. Apenas uma fritada de língua de boi lhe poderá satisfazer.

Mesmo contrariado e para não ver seu filho nascer chifrudo, Francisco corta a língua do boi para servir a Catarina. O Boi aparece morto e o Coronel manda prender o culpado. Pai Francisco se defende, mas acaba preso. O povo exige a sua libertação. Pai Francisco é libertado e terá que livrar o boi da morte. A platéia é convocada a cantar, como último recurso de salvação.

Todos cantam e o Boi ressurge em cena, a esperança se renova, o povo comemora. Maricota, Bernunça, Mulinha, Cavalinhos, Onça e Tamanduá são trazidos à cena. Os personagens dançam ao som da cantoria dos vaqueiros e da platéia.